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Cantor e compositor pernambucano, nascido no “País de Caruaru”,
iniciou sua carreira musical cantando em conjuntos de baile nos
anos 70, onde alternava seu repertório com musicas da Jovem
Guarda e da MPB, em 1975 ainda adolescente, começou a cantar a
musica regional em pequenas canjas nos grupos musicais de sua
cidade natal, até que em 1979 passou a cantar a musica regional
do nordeste ao participar de um grande show ao lado de Luiz
Gonzaga, o Rei do Baião, em um evento chamado de “Forró Cheiro
do Povo”, o 1º forró em Recife-PE. Em seguida foi morar em
São Paulo, onde começou a cantar em vários outros estados do
Brasil, como Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
Em 1989 ISRAEL FILHO teve mais uma grande conquista, foi o
vice-campeão do 15º Festival de MPB em Ilha Solteira-SP,
deixando registrada naquele festival a primeira homenagem a Luiz
Lua Gonzaga, o saudoso Rei do Baião, a canção “Saudades da Asa
Branca”, uma musica que ficou na boca do povo. |
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Em 1991 foi o grande campeão do 1º Festival “Canta Nordeste”,
promovido pela Rede Globo Nordeste, interpretando a canção “Sopa
de Aruá”, voltando novamente as paradas com uma pitada de
política na letra desta musica que fala dos problemas sociais do
Brasil, chegando inclusive a ser comparado ao grande Geraldo
Vandré dos anos 60, pela sua linguagem de um contexto social e
até pela sua interpretação na grande final, onde conquistou o
primeiro lugar no dia 23/11/1991.
Em fevereiro/1992 conquistou prêmios de melhor letrista e
revelação da MPB no Novo Festival da Record, realizado no
Olímpia.
Sendo filho do “País de Caruaru” como costuma chamar a sua
cidade natal, é torcedor árduo do Central Sport Clube e em 1994,
ao ver o seu time chegar em 4º lugar no campeonato brasileiro da
2ª divisão, empolgou-se, e no auge de sua emoção e amor pelo seu
clube do coração compôs o “Hino do Central”, onde numa frase
resume toda sua admiração pelo alvinegro caruaruense “Meu
glorioso alvinegro, és o campeão das emoções...”.
Em 1996 Israel Filho teve uma linda canção de sua autoria
gravada por Roberta Miranda “O Sol da Manhã” ainda pela
gravadora Continental.
Em 1997 Israel Filho divulgando seu novo CD teve a felicidade de
conhecer pessoalmente uma figura por quem tem admiração especial
o queridíssimo Sérgio Reis, a quem Israel chama carinhosamente
de Serjão e hoje se diz orgulhoso de tê-lo como amigo, pois
coincidentemente nos anos sessenta começava a cantar e tentava
imitar em certos momentos este seu ídolo, cantando “Viva a
Esperança” e “Amor Nada Mais”, fato que ficou constatado quando
os dois se encontraram no programa do “Sérgio Reis do Tamanho do
Brasil” em 1997 pela TV Manchete, onde Israel contou ao Serjão
toda bonita coincidência do momento, cantando com ele nos
intervalos das gravações inclusive alguns sucessos como “Eu não
entendi”, “Eu resolvi não lhe deixar” e o hit “Coração de
Papel”, acontecendo ainda uma grande curiosidade onde Israel
Filho cantou para o Sérgio Reis “Lana”, gravada pelo Serjão nos
anos 60, canção esta que deu origem ao nome de sua filha por
admirar seu ídolo e amigo.
Israel Filho tem também o seu lado carnavalesco, pois sendo
filho de Pernambuco e morando em Recife, também tem se
apresentado em shows durante os carnavais de Recife, desde 1998,
quando gravou o frevo “Penta Qui Paris”, em homenagem à seleção
brasileira de futebol que disputava a Copa do Mundo na França,
chegando a fazer parte do Globeleza/98, sendo justamente este
frevo que lhe colocou dentro do meio carnavalesco pernambucano,
fazendo apresentações no Galo da Madrugada, Palco Central da
Folia (Av. Guararapes) e Marco Zero, puxando também o bloco da
Telefolia na sexta feira da semana pré-carnavalesca/98. Para o
carnaval, Israel Filho tem o seu repertório montado em cima do
frevo, da ciranda e da marcha rancho, ritmos tipicamente
pernambucanos, e o trio elétrico em que cantava em 1998, foi
escolhido como dos trios elétricos mais autênticos em seu
repertório e organização durante o desfile no Galo da Madrugada.
Em janeiro de 1999, Israel Filho vai ao Rio Grande Sul pela
primeira vez e participa do 13º Grito da Canção Nativa”. Foi uma
das mais expressivas vitórias de sua carreira, pois indo pela
primeira vez cantar nos pampas, conquistou o coração dos
gaúchos, mais especificamente de Jaguari, cidade onde se
realizou o grande festival, e interpretou a canção “Pra ganhar
teu coração”, era o único nordestino a participar daquele
festival e ainda saiu com dois troféus maravilhosos, pois
além de ser escolhida como a melhor canção eleita pelo público
ainda arrebatou o 3º lugar do festival. |